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Gado de leite Raças

Publicada em 21 de Dezembro 2018.

São várias as opções de raças e cruzamentos para a da bovinocultura leiteira, sendo as mais exploradas na região:

Raças européias especializadas como a Holandesa, a Parda-Suiça e a Jersey
Raças zebuinas leiteiras, como a Gir e a Guzerá;
Vacas mestiças, resultantes do cruzamento de raças europeias com raças zebuinas, em vários graus de sangue.
Dados os constrangimentos de ordem agroecológica e sócio-econômica, particularmente aqueles impostos pelas elevadas temperaturas predominantes no semi-árido, e o perfil de produtor assumido como destinatário do sistema proposto, a escolha da raça recairia sobre as zebuínas leiteiras - embora regionalmente ainda não se disponha de uma razoável população de linhagens leiteiras dessas raças de modo a justificar a massificação de sua exploração. Não obstante, os derivados de seus cruzamentos com as européias leiteiras, já mencionadas, constituem-se na melhor opção disponível, que se confirma no fato de, a esmagadora maioria do rebanho leiteiro existente na região, ser constituída de animais mestiços holandozebus.

Dentro da opção por animais mestiços, há que se considerar as diferentes respostas entre seus diversos graus de sangue, face não só ao ambiente que se tem, como também quanto ao nível tecnológico que se pretende adotar na exploração.

Em estudo realizado durante 15 anos, pela Embrapa Gado de Leite, constatou-se que o desempenho de cada grau de sangue é variável com o nível de tecnologia adotado nas fazendas em que foi conduzida a pesquisa. Assim, nas fazendas mais simples, onde se emprega menos tecnologia, as vacas mais azebuadas foram as mais produtivas, enquanto naquelas mais tecnificadas as vacas mais holandesadas (3/4 HZ; 7/8 HZ e H) o foram. Independente do nível tecnológico, as vacas mais azebuadas foram mais resistentes a ectoparasitas, mais pesadas e longevas. Além disso, nas fazendas de melhor manejo, a produção das vacas ½ HZ, foi semelhante à das vacas com maior grau de sangue holandês, o que realça a adequação desse tipo para qualquer situação ambiental ou tecnológica. Entretanto a utilização, na região semi-árida, de vacas ½ HZ, possivelmente uma excelente opção entre os graus de sangue mencionados, permanece muito dependente da importação de outras regiões, já que ainda não existe um mercado produtor desses animais, cuja reposição se dá basicamente por compra de novos animais.

Em suma, quanto mais sangue holandês tiver a vaca, mais leite irá produzir, porém mais trato irá exigir, além de os machos, após ¾ HZ, não serem bons para serem criados e recriados para corte.

Segundo dados da Embrapa Gado de Leite, cerca de 70 % da produção de leite no Brasil provém de vacas mestiças Holandês-Zebu, em que a raça holandesa predomina nos cruzamentos, sendo que o mais comum é o do holandês com o Gir, mais conhecido como Girolando, seguido do Guzolando, resultado do Holandês com o Guzerat. No semi-árido do NE brasileiro acredita-se que essa participação do gado mestiço seja ainda maior.

Há inúmeras formas de cruzamento possíveis, cujos pormenores técnicos estão contidos no sistema nº 1 elaborado por pesquisadores da Embrapa Gado de Leite, que poderão ser consultados por produtores que se interessem por algum tipo mais específico de cruzamento. Para as condições prevalecentes no semi-árido recomenda-se o cruzamento alternado simples (E-Z), ou a opção pela raça Girolando (5/8 H + 3/8 Z) fixada, para sistemas menos intensificados, ou o alternado com repetição do europeu (E-E-Z), para sistemas com maior nível tecnológico.

 

Fonte: https://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Leite/LeiteSemiArido/racas.html